AMOR, SANIDADE E LIBERDADE

  • 44 Alunos matriculados
  • 36 Horas de duração
  • 0 Aulas
  • 3 Módulos
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As luzes da escola tomista continuam a ser — mais de sete séculos após a morte de Santo Tomás de Aquino — fonte inexaurível para as mais diversas ciências.
Sidney Silveira

TOMÁS DE AQUINO: UM PSICÓLOGO MEDIEVAL PARA TODOS OS TEMPOS

MÓDULO 2: AMOR, SANIDADE E LIBERDADE

(36 HORAS)

11 e 12/07; 

15 e 16/08; e

12 e 13/09


Programa
A. O AMOR

PREÂMBULOS


• O amor como base de todas as emoções humanas
• O amor como a realidade que predispõe o homem a alcançar sua própria excelência
• O amor como complacência no bem
• O amor como caminho ascendente gradativo rumo à liberdade
• Fora do amor só existe inquietude (física, psíquica e espiritual)
• O amor é certa quietude do apetite (“Amor est quaedam appetitus quietatio”.)

AMIZADE: SUBLIME AMOR


• Inclinação afetiva recíproca
• Disponibilidade para desenvolver a personalidade no intercâmbio amoroso
• Forma perfeita de amor gratuito
• Solidariedade incondicional
• Em Aristóteles: A) Amizade fundada no prazer; B) Fundada no interesse; C) Fundada nos bens morais. (Ética a Nicômaco, 1156b, 7)
• Em Tomás de Aquino: Amor recíproco entre os semelhantes (II-II, q. 25)
• A amizade se distingue do amor: Nem todo amor pode chamar-se “amizade” (II-II, 25)
• A caridade se distingue da amizade pelo objeto amado: Deus.
• A caridade – amizade do homem a Deus – se manifesta na obediência amorosa

APETITE CORPÓREO E AMOR


• O corpo como sede ontológica das pré-disposições amorosas
• Consciência corpórea
• Os temperamentos: tendências radicais para distintos tipos de amor

O GOZO COMO PAIXÃO DA ALMA

Divisão


ESSENCIAL
> Corpóreo = simples deleitacão:
a) FISIOLÓGICA:
Tato, paladar e olfato.
PSICOLÓGICA: visão e audição – sentidos que mais afetam a imaginação

** INTELIGÍVEL

Fruição
a) Pura (na ordem natural e na sobrenatural)
b) Mista (inteligível e sensorial [interna])

ACIDENTAL

a) Em comformidade com a natureza
1. Normal
2. Anormal ou patológica

b) Quanto ao tempo de duração
1. Diuturna
2. Momentânea

** MORAL
a) Verdadeira, boa, honesta e moderada
b) Falsa, má, desonesta e imoderada

CAUSAS DO GOZO

1- Operação (a consecução do bem e o satisfação de se entrar na posse dele)
2- O movimento
3- A esperança e a memória
4- A tristeza (enquanto memória de algo passado)
5- As ações de terceiros
6- O fazer bem a outros
7- A semelhança
8- A admiração

EFEITOS

1- A dilatação do ânimo
2- A sede ou desejo de si mesmo
3- Certa obliteracão da razão

** Não se devem confundir deleite e amor sensível; são paixões distintas.

Vontade e Amor
• O modo próprio de operar da vontade humana
• Os distintos atos da vontade
• A escolha como manifestação de um estado da alma
• A subida contemplativa pelas virtudes
• Amor: liberdade máxima da vontade

Inteligência e amor
• O conhecimento como condição prévia do amor
• Conhecimento sensitivo ("actus alicuius corporei organi"): todas as potências orgânicas levam à intelecção do singular
• Conhecimento intelectivo: abstração que leva à intelecção do uninersal.

B. SANIDADE

• O equilíbrio possível pela aquisição das 4 virtudes cardeais

> A prudência e suas partes
> A justiça e suas partes
> A fortaleza e suas partes
> A temperança e suas partes

O sofrimento como necessário para a aquisição das virtudes

* Fora do amor não há sanidade possível

INTELIGÊNCIA E VONTADE NO AMOR

* Nos atos propriamente humanos o homem é senhor do que faz, pois estatui o padrão da ação.

* São atos que se exercem livremente, com colaboração da vontade e da inteligência

* São atos IMPERADOS por essas duas potências.

* São atos INTENCIONAIS.

* São atos intrinsecamente MORAIS.

Atos próprios da vontade:
A) COM RESPEITO AO FIM

> A simples volicão
> O motivo
> O modo de moção
> A fruição
> A intenção

B) COM RESPEITO AOS MEIOS

> A escolha:
1- Em si mesma
2- Na deliberação prudente
> O consentimento
> O uso

Atos imperados:
> O império em si mesmo

C. LIVRE-ARBÍTRIO, LIBERDADE E AMOR

• O livre-arbítrio como faculdade de escolha levada a cabo, em conjunto, pela inteligência e pela vontade
• A verdade compreendida e amada: àpice da liberdade
• O amor de benevolência como manifestação da liberdade
• O amor a Deus como padrão da liberdade humana em Tomás de Aquino

COROLÁRIO:
A humildade como pré-requisito moral do amor
> Humildade não é "timor mundanus"
> Humildade não é aceitar o mal
> Humildade requer magnanimidade
> A humildade é o ver-se pequeno sem o qual o amor é impossível.

COORDENADORA: NINA PAULA ROCHA

INFORMAÇÕES:
(21) 99701 7570


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Psicólogos, Psiquiatras, Terapeutas, Pedagogos, Estudiosos de Filosofia e demais interessados.

Sidney Silveira
"As luzes da escola tomista continuam a ser — mais de sete séculos após a morte de Santo Tomás de Aquino — fonte inexaurível para as mais diversas ciências."


Sidney Silveira atualmente coordena duas coleções de filosofia e teologia: a Coleção Medievalia, da Editora É Realizações, e a Coleção Escolástica, da Editora Concreta. Foi também editor da Sétimo Selo, cujo projeto era o de publicar clássicos do Medievo – sobretudo obras do principal autor do período, Santo Tomás de Aquino.

Mantém há oito anos blog Contra Impugnantes.


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